quinta-feira, 11 de março de 2010

Requião ameaça prender e demitir os PMs que participaram de paralisação De acordo com Comandante-Geral da PM, no entanto, ainda estão sendo analisada

O comando da Polícia Militar (PM) está analisando as condutas dos policiais militares de Curitiba que pararam de atender ocorrências no início da noite de quarta-feira (10). Os soldados se aquartelaram em pelo menos dois batalhões, o 13.º e o 17.º, e usaram a própria frequência da PM para organizar a paralisação. A manifestação foi contra o projeto de reajuste salarial apresentado pelo governo à Assembleia Legislativa. Nesta quinta-feira (11), o governador Roberto Requião (PMDB) ameaçou prender e demitir os policiais que participaram da paralisação. "É cadeia e rua", declarou o governador.

Em entrevista ao telejornal ParanáTV, 1.ª edição, o Comandante-Geral da PM, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens afirmou que todos os batalhões da PM de Curitiba trabalham normalmente nesta quinta-feira (11). No interior não foram registradas paralisações. De acordo com o coronel, não houve tempo suficiente para informar todos os policiais sobre o projeto de reajuste salarial e isso acabou gerando confusão entre os soldados.

RPC TV

Policiais pararam de atender ocorrências na tarde de quarta-feira

A manhã desta quinta-feira foi tensa no quartel-central da PM em Curitiba. A cúpula da PM se reuniu para tratar do assunto e quais serão as medidas adotadas daqui para frente. O governador Requião, que está em Londrina (Norte) para a inauguração do Hospital da Zona Sul, criticou a manifestação e disse que a punição para quem participou é a prisão.

“O salário é excepcional. Isso é safadeza política”, disparou Requião. Ainda não está definida qual será a punição de quem participou da paralisação. “No momento estão sendo investigadas as condutas individuais de quem participou da mobilização para ver as medidas que vamos tomar”, definiu o coronel Carstens.

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